Pois estou aqui pensando neste lema ou dilema do nosso Brasil, esta frase que levamos tão a sério em alguns momentos me preocupa no atual cenário em que nos encontramos. Haverão muitos eventos até 2016 aqui no país do carnaval que vem atraindo dinheiro de estrangeiros desde que obtivemos o grau de investimento. Além disso somos considerados um país em franca exposição dentro dos países em crescimento BRIC (Brasil, India, Russia e China). Fomos capa da consagrada revista The Economist, onde o cristo redentor decolava, é muita responsabilidade para pensarmos em começar o ano somente dia 18/02 ou quem sabe 22/02, também, quem vai trabalhar quinta e sexta?
Mas resolvi ficar em São Paulo no Carnaval, ao invés das estradas iria aproveitar a atípica calmaria paulistana. Para a minha surpresa vi muitas pessoas, lojas, empresas, shoppings trabalhando. É verdade que poucos e-mails chegaram, mas minha maior surpresa foi no domingo, quando resolvi passar o dia num parque de diversões. Minha falta de planejamento chamou a atenção, poderia ter ido na segunda que não era feriado, talvez não estivesse tão cheio, apesar de que o calor seria o mesmo.
Uma fila gigantesca de aproximadamente 40 minutos para conseguir comprar os ingressos que não contemplavam descontos nem para crianças, nem para estudantes, exceto se comprasse um passe mais barato que permitia entrar no parque mas não frequentar os brinquedos…estranho. Mas depois de pagar R$ 64 para cada um e R$ 15 de estacionamento entramos. Após dois brinquedos e mais de uma hora de fila debaixo do sol, fui comprar uma água, R$ 4. A do bebedouro, disputada por outra fila muito grande estava morna.
Depois de mais 1 hora e meia numa fila de um brinquedo aquático (o único possível com aquele sol), fomos comer. Depois de 20minutos em pé na fila ouço a mulher do caixa gritar,”o caixa está fechado”, eu pensei, mas é o único caixa aqui. Todos nós indignados na fila perguntamos a razão e ela explicou que reabriria quando terminasse de servir o que já fora vendido. Pensei num primeiro momento que era justo. Depois de cozinharmos mais 30 mins debaixo do sol ela volta e diz, “o caixa está fechado, não vamos abrir”.
Foi então que comecei a refletir com uma senhora espanhola que me seguia na fila, eu estou há uma hora para comprar um cachorro quente para meu filho, disposto a pagar R$ 12 por um pão com salsicha, aliás, a ÚNICA coisa que vendiam lá. Haviam 05 funcionários para fazer os tais sanduíches e menos de 15 pessoas na fila. Mas era domingo, dia de faturar não?
No mesmo momento me lembrei de um evento que realizamos no final de novembro do ano passado no Rio de Janeiro, a organização do evento firmou um contrato com uma empresa de rádio táxi que atendia aos visitantes, expositores e palestrantes na porta. Ocorre que ao final do primeiro dia do evento choveu e os táxis sumiram. As respostas das centrais de rádio taxi eram “sinto muito está chovendo não posso fazer nada”. Vale dizer que não eram destas chuvas calamitosas. Depois deste fato peguei 04 taxis de empresas diferentes no Rio e fiz a mesma pergunta a eles: “vocês acham que o Rio de Janeiro está preparado para receber os eventos que virão?” A resposta unanime foi NÃO.
Estes dois eventos e o tema deste artigo me levam a uma reflexão que gostaria de dividir com vocês, num lugar eu era um turista na grande cidade de São Paulo, rica, com os melhores índices de educação e escolaridade e estava porque não dizer num dos nossos maiores parques de diversão do nosso país, não fomos bem atendidos de modo geral e não recomendaria a ninguém ir até lá. No segundo evento, era uma feira para duas mil pessoas, imagino que receberemos mais do que dois mil atletas, imagine quantos visitantes a cidade maravilhosa receberá?
Espero que estejamos refletindo até o carnaval sobre as importantes mudanças que precisamos fazer se quisermos aproveitar um pouco ao menos desta grande onda de prosperidade que vem em nossa direção, a nossa vantagem é que temos tempo, vamos ver.
Agora é hora de trabalhar!

Oi Fabiano,
Também passei o Carnaval em SP e tive dificuldade para ir ao cinema. Percebi que cada vez mais as pessoas compram os ingressos pela internet e quando a gente chega na sala para comprar o bilhete na bilheteria (mais barato, sem taxas de internet), já estão todas as sessões esgotadas.
Então fica a dúvida: vale a pena economizar R$2,00 e não conseguir assistir ao filme desejado na sessão esperada? São as escolhas que temos que fazer.
Acabei assitindo à um filme de terror que jamais seria uma opção para não perder a viagem à segunda sala que tentei. E ficou a lição: em SP, mesmo durante um feriado, é necessário se programar com antecedência e comprar a entrada antes de sair de casa.
Abç,
Lavínia