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Entrevista: Fabiano Calil, CFP

“Meus maiores educadores são meus clientes e as pessoas do meu relacionamento íntimo”

foto ibcpf

Conheça Fabiano de Holanda Cavalcanti Calil, CFP®, associado há 10 anos na 1ª turma da certificação, planejador independente com atuação em escritório em São Paulo, especialista em aconselhamento patrimonial e familiar para clientes brasileiros e estrangeiros.

Fabiano exaltou a abordagem humanizada, multidisciplinar e ativa do planejador financeiro brasileiro e a sua consciência ética – vantagens em comparação ao estilo dos profissionais estrangeiros e referência diante dos clientes. Foi decisivo para a sua carreira ter seguido a intuição de fazer a transição da vida executiva para o atendimento de famílias. Seu mundo é o das trocas de experiências e observação do meio – mais valioso do que estar com as notícias na ponta da língua.

A certificação como um divisor de águas para a carreira…

Sim e não. Em 2003, o público consumidor, os meus clientes não sabiam nem mesmo o que era este trabalho e eu precisava explicar o que era a certificação. Num determinado momento até tirei a marca CFP do meu cartão de visitas. Mas, havia um público para quem sempre fez diferença: meus colegas de mercado e meus alunos.

O valor da certificação foi reconhecido ao longo dos anos?

Muito. Em 2006, comecei a dar aulas para os futuros profissionais CFP e dentro de instituições financeiras. Dentro deste universo passou de uma certificação admirada em 2003 para um selo desejado hoje em dia.

Para os clientes, eu separaria em três universos. O primeiro é o corporativo – este sim adora certificações em seu CV. O segundo é o cliente que vem por indicação. Para este eu tenho a impressão que já começa o trabalho no primeiro encontro e o cliente está pouco preocupado com a formação do planejador em si. O terceiro é o público em geral. A certificação vai ser um divisor de águas, principalmente ao certificar de que é sério e que há um lugar a onde recorrer.

Descompasso entre mudanças rápidas do mercado x padrão de serviços; Brasil x Mundo:

Eu diria que somos muito privilegiados aqui no Brasil. Nascemos (como profissão) na mesma ocasião da estabilização monetária, com a diferença de sermos seres ativos em relação aos nossos clientes usualmente passivos. Assim, acredito que estamos evoluindo mais rápido do que nossos clientes – haja vista nós discutirmos todos os anos, há 10 anos, sobre ética.

Em relação aos profissionais estrangeiros, nosso diferencial será ainda maior. Quando leio os relatórios, papers e artigos, percebo uma grande tecnicidade e especialização por parte dos nossos colegas estrangeiros. No entanto, a própria coluna Consultório Financeiro, nossos eventos e as Clínicas Financeiras mostram o quanto temos uma relação mais humanizada e sustentável frente aos nossos clientes. Até por sermos ainda multiespecialistas, como costumo dizer, clínicos gerais que temos o privilégio ainda de aprendermos com uma visão holística sobre os nossos clientes. Nos países que já têm a profissão há mais tempo, os planejadores já nascem especialistas e deixam de ter a visão do todo.

Acredito que temos mais prazer e ajudamos mais do nosso modo de atuação.

Sobre os gargalos de hoje e ontem…

Há 10 anos as dificuldades eram todas. Não havia referência aplicada ao Brasil para nada. Não havia colegas para compartilhar. Não havia contrato para estabelecer um relacionamento, nem a forma de cobrar, nem o entendimento do cliente sobre o que fazia. Era tudo novo. Acredito que aí more um tanto do meu desejo de multiplicar este conhecimento e compartilhá-lo com quem chega a esta deliciosa profissão.

Hoje, acredito que os gargalos estão na falta de educação financeira, que alguns colegas têm transformado em oportunidade. Na maneira de cobrar do cliente. Como a maior parte dos profissionais CFP são oriundos do mercado financeiro, que cobra indiretamente, eu percebo dificuldade em cobrar diretamente dos clientes como tem recomendado o FPA. Dificuldade por parte principalmente do profissional, em estabelecer preço e cobrar, mas também por parte do cliente que acostumou-se a receber orientação sem o pagamento direto.

Erros x Acertos

Os maiores erros que percebo hoje foram: primeiro, não ter elaborado a época um plano de partnership onde pudesse manter os grandes talentos que trabalharam comigo; segundo, acreditar que a mídia me traria clientes; terceiro, atender gratuitamente, o que descobri que não gera valor.

Dos acertos, ter seguido minha intuição em diferentes momentos, fazer a transição da vida executiva para investir no sonho de atender famílias. Ousar aplicar o assunto família e emoções neste trabalho a partir da Psicanálise, Psicologia Econômica e do CWC (Certified Wealth Consult) e reconhecer que não dá para atender todo mundo. Que apesar da tentação para nosso ego, precisamos dizer não a alguns projetos e propostas para abrir possibilidades novas e mais significativas. Abrir mão de clientes e receita para colegas foi um grande aprendizado e crescimento.

Atualização profissional

Meus maiores educadores são meus clientes e as pessoas do meu relacionamento íntimo. Fóruns estes privilegiados onde posso investigar, testar, descobrir, errar e me transformar.

Não leio jornais, notícias diárias ou algo parecido há quase quatro anos. Me interessam os seres humanos, a cultura, a multiplicidade e a multidisciplinaridade. Escuto e troco experiências com diferentes especialistas, buscando entender a dinâmica e a aplicabilidade para o mundo em que vivo. Minha família, meus clientes, meu bairro, minha cidade, o país em que vivemos e o mundo que habitamos.

Psicanálise, sustentabilidade, andragogia, física quântica, antroposofia, música, economia solidária são alguns dos caminhos por onde tenho me nutrido.

Hobby

Viagens, música, Ecovilas e Yoga-Massagem-Ayurvedica.

Outras informações do entrevistado: Economista pela PUC-SP, com MBA Personal Finance pela FIPECAFI-USP, Psicanálise e Psicologia Econômica pela COGEAE-PUC-SP, Psicanálise pelo CEP (Centro de Estudos Psicanalíticos).

 

Publicado por  www.ibcpf.org.br

Formação em Orientação e Planejamento Financeiro turma 2013

Olá,

Farei dois encontros agora em abril com o intuito de apresentar a Formação em Orientação e Planejamento Financeiro para a turma 2013.
Caso tenha interesse em conhecer a proposta de Formação Prática, onde desde o primeiro encontro os participantes atendem a população e os conteúdos são trazidos a partir das vivências práticas, seja bem vindo e escreva para clinica@fabianocalil.com.br

Abaixo envio algumas informações a respeito da Formação, lembrando que nos sábados destes encontros, haverão atendimentos ao longo de todo o dia na Vila Madalena em SP:

Datas dos encontros de apresentação

04 de abril das 20:30 as 22hs
ou
13 de abril das 17 as 18:30hs

Os encontros de Formação, acontecem 01 final de semana por mês sendo:

Sextas feiras das 19 as 22hs
Sábados das 9 as 19hs
Domingos das 9 as 15hs

Em 2013 os encontros acontecerão dos finais de semana abaixo:

26/27 e 28 de abril
24/25 e 26 de maio
21/22 e 23 de junho
Julho férias
30/31 de agosto e 01 de setembro
27/28 e 29 de setembro
25/26 e 27 de outubro
22/23 e 24 de novembro

Um abraço,

Fabiano Calil

Escola Clínica
Formação de Orientadores e Planejadores Financeiros
clinica@fabianocalil.com.br

Palestra, os desafios do advisor no novo cenário de taxa de juros

http://www.youtube.com/watch?v=9gBG08vfldk

 

Palestra em três partes:

1a Desafios do Advisor em Planejamento Financeiro Pessoal no cenário de queda da taxa de juros, com Fabiano Calil

2a Programa Avançado, workshop que visa a construção de um case de Planejamento Financeiro Pessoal, Fabio Vidigal

3a Perguntas da platéia presencial e online, discutimos preços, formas de cobrança, carteiras de investimentos neste momento e psicanálise.

 

Tem uma hora e vinte de material na integra, aproveite o que desejar!

Falsas Economias!

 

Episódios – Educação Financeira
www.tveducacaofinanceira.com.br
Site do programa de TV Educação Financeira – conceitos de economia, finanças pessoais e tipos de investimento.

Escola Clinica, aprendendo com a prática!

No meu percurso como professor, que pelas fotos iniciou aos 6 anos quando já me fantasiava com avental e óculos, a idéia era estar lá na frente ensinando os outros algo que eu sabia. Muito provavelmente para me identificar com meus pais, ambos professores.

Então adulto, já economista e na área de Planejamento Financeiro Pessoal, comecei a dar aulas nos cursos preparatórios para a certificação em planejamento chamada CFP, (Certified Financial Planner). Depois de um semestre de grande dedicação dos alunos, alguns passavam na prova que até hoje tem uma taxa de aprovação próxima de 30% por semestre.

Para a minha surpresa eles já certificados me perguntavam, como faço para ser Planejador? Percebi que faltava algo.

Num primeiro momento acreditei que faltassem mais horas de estudos. Então fui convidado para dar aula e auxiliar na coordenação de um curso MBA do Insper, antigo IBMEC,  voltado para profissionais que atendem fortunas, chamados private bankers de uma instituição privada. Lá eles dedicaram mais de 1000 horas entre aulas, estudos e trabalhos, quase dois anos e ao final? A mesma pergunta, e como faço para ser Planejador Financeiro?

Bom, minha última hipótese era a de que eles estavam inseridos numa instituição e por isso ainda não percebiam como atuar. Então foi remontar o MBA Personal Finance junto a FIPECAFI, uma das fundações da Universidade de São Paulo (USP). Agora sim, era um MBA focado em Planejamento Financeiro, que atraia profissionais independentes. Eu tive liberdade para formata-lo e inclui inclusive atendimentos práticos ao final, para que tivessem um material real para trabalharem. Foi rico, mas não suficiente. A pergunta insistia, como eu faço para ser Planejador Financeiro?

Demorou para cair a ficha de que cursos preparatórios e universidades tem objetivos diferentes do que formar planejadores.

Neste período iniciei o projeto das Clinicas Financeiras, onde profissionais do mercado financeiro e planejadores financeiros, prestavam atendimento voluntário para a população.

Foi lá, assistindo meus colegas e ex-alunos atendendo que entendi, faltava uma Formação a partir da prática. Foi assim que nasceu a Escola Clinica, com sua primeira turma em 2010 que estreou com o tema “Planejamento Financeiro na Prática”.

E para que a estréia dissesse a que veio, como foi o primeiro dia de aula? Atendendo pessoas claro!

Lembro claramente a cara dos profissionais em formação. Ninguém se conhecia e dentro de poucos minutos começariam a atender casos reais em duplas numa área nova para a maioria.

Foi incrível, a angústia se transformou em entusiasmo e o medo em desejo de atender mais. De fato, ajudar as pessoas e ve-las depositando confiança em nós, é contagiante.

Estes alunos tinham um encontro por mês aos sábados para atenderem e aulas as 2as e 4as feiras a noite ao vivo pela internet, pois a maior parte do grupo residia fora de SP.

O maior feed back desta primeira turma era de que queriam mais trocas entre eles. Assim o novo formato passa a ser encontros uma vez por mês, sempre presenciais mas o que antes acontecia apenas aos sabados agora inicia na sexta feira a noite e termina apenas no domingo as 15hs.

Amanhã as 19hs aqui na Vila Madalena iniciará a turma 2012. Depois de um ano serão formados Orientadores Financeiros, quem quiser se aprofundar ficará por mais um ano e no final de 2013 sairá como Planejador Financeiro Pessoal.

Qual a diferença entre eles? O Orientador estará apto a atender a maior parte das demandas das famílias brasileiras. Auxiliando questões como organização financeira, como poupar, como usar o crédito, como sair das dívidas, como se proteger dos riscos e como planejar a aposentadoria. Já o Planejador entrará em questões como Planejamento Sucessório, Planejamento Tributário, Investimentos e Gestão Patrimonial.

O que alegrava aquele menino de 6 anos é o mesmo que me alegra hoje, compartilhar conhecimento, ajudar ajudadores e diferente do que eu pensava, quem mais aprende sou eu que observo.

Que sejam bem vindos os profissionais e as pessoas que atenderemos ao longo destes dois anos.

Fabiano

 

Novos personais estão aí para qualquer tarefa: consertar a casa, poupar e até servir de madrinha

Fabiano Calil (Foto: Camila Fontana/Época )

Link para a matéria da revista Época desta semana: www.revistaepoca.globo.com

Os Ricos Também Devem

 

Matéria publicada hoje na Revista do Valor Econômico, http://www.revistavalor.com.br/home.aspx?pub=1&edicao=58

O video a seguir ilustra a matéria http://www.valor.com.br/video/2517906/os-ricos-tambem-devem

Bem vindos a 2012

Este primeiro blog de 2012 pretende trazer um novo olhar sobre a atividade que proponho e me envolvi: ajudar as pessoas, famílias e empresas a lidarem com seu dinheiro e seu valor. Este trabalho deseja :
Despertar a transformação nas pessoas, sendo um espelho limpido, e também amoroso. Deve ser neutro, isento, imparcial, independente, livre e anônimo.
Planejadores e orientadores financeiros, são ajudantes de anjos e arcanjos, treinados para um escutar ativo, sem julgamento, isentos da pretensão de resolver problemas. Auxiliam com perguntas, a reflexão que leva a consciencia transformadora, dialogando com cada questão.
Somos ponte, servindo para unir o material com o espiritual. Conectando valores financeiros e patrimoniais aos valores emocionais. O processo auxilia o encontro do sentido para a aquisição, produção, gestão e usos dos recursos materiais.
“A ponte, serve sem julgar, por ela passam cavalos e burros, que as vezes param, chutam e urinam” Texto budista. Assim, ponte tem um papel e responsabilidade permanente: conectar dois pontos que compõe uma trajetoria.
Além de ponte, somos remadores que, em silêncio, presentes, atentos, gentis e com movimentos longos e continuados, auxiliamos os embarcados, em sua travessia.
Enquanto ponte, é preciso ter consciência  do nosso próprio orgulho e então descobrir a humildade de servir e poder assim aprender.
Para ser remador, são necesárias a simplicidade, a discrição, como também  o equilibrio, o silencio e o respeito a quem se ouve. Assim, conhecermo-nos, encontrar com nosso ser e reconhecer nosso, ego se faz absolutamente necessário.
Mas a travessia exige “abrir o armário do medo com os olhos abertos” -dito por uma pessoa amiga. Ao exergarmos o medo, iluminamos algo que decidimos manter guardado. Ele se revela e, então, podemos entender que se trata da energia do amor.
É o amor que nos permite, sem ressalvas, seguir adiante na jornada incerta da vida, pois nada sabemos. A não ser que somos incompletos e impermanentes. Então, no que vale a pena dedicar tempo e dinheiro?
Com gratidão,

Entrevista Urban View

Entrevista com o economista Fabiano Calil

Tema: Planejamento financeiro: como o aquecimento econômico impacta nos investimentos pessoais?

O aquecimento da economia brasileira está abrindo as portas do crédito para uma maior parte da população. Diante da possibilidade de gastar mais, nem sempre é possível poupar e investir o dinheiro para crescer junto com o país.

Como poupar e investir seu dinheiro?

Como evitar ou administrar o endividamento?

É melhor investir em propriedades ou em fundos de investimento imobiliário?

Portal Urban: http://www.urbansystems.com.br/urban-view/fabiano-calil-planejamento-financeiro-como-o-aquecimento-economico-impacta-nos-investimentos-pessoais

Site allTV: http://bit.ly/pAyyWM

Youtube Channel: http://www.youtube.com/urbansystems

Vimeo Channel: http://vimeo.com/channels/urbansystems

Tião Rocha

Figura incrível

http://www.metacafe.com/watch/6041118/ti_o_rocha_movimento_natura_2011_epi_final/